A bolsinha de unicórnio da discórdia

Semana passada li um post no Instagram (@a.maternidade) que contava uma história: dois irmãos, um menino e uma menina, foram a uma festa de aniversário e no final receberam a tradicional lembrancinha. As lembrancinhas eram diferentes para meninos e meninas: na dos meninos tinha um joguinho (tipo aquele Aquaplay dos anos 90) e na das meninas, uma mini necessaire de unicórnio (vazia haha). O que vocês acham que aconteceu? A menina não gostou, queria o joguinho! Chorou, ficou chateada. Ela tem 2 anos e não conseguiu entender por que a lembrancinha do irmão era mais legal que a dela (para o gosto dela. Sei que algumas meninas podem preferir a necessaire de unicórnio).

Eu, particularmente, faria apenas um tipo de lembrancinha. Não gosto da ideia de separar as coisas entre “coisas de meninos” e “coisas de menina”. São coisas de criança!

Quando li esse post, imediatamente lembrei desse vídeo:

Eu adoro esse vídeo porque ele mostra a pureza e inocência das crianças e prova que, na cabeça delas, não existe diferença entre meninos e meninas (não no sentido de um sexo ser melhor ou mais forte ou mais inteligente que o outro): elas aprendem isso de nós, adultos.

Não tenho nada contra a necessaire de unicórnio. Muitas meninas adoram unicórnios e bolsinhas de todos os tipos. Mas não é muito mais legal ganhar um jogo do que uma necessaire vazia? Que mensagem essa diferenciação passa para as crianças? É uma mensagem que começamos a passar desde pequenos e só vai se confirmando à medida que crescem. Assim como não dá para explicar para uma menina por que o brinquedo dela é diferente do brinquedo do irmão, como é que se explica para uma mulher por que ela recebe um salário menor do que o seu colega faz a mesma coisa e tem a mesma formação? Simplesmente não faz sentido!

É difícil, às vezes, sem perceber, temos atitudes machistas. É um comportamento enraizado, por isso é importante estarmos sempre atentos e refletirmos sobre essas situações. Não é simplesmente o brinquedo diferente, é a mensagem que isso passa. Por que não será só nessa situação que ela vai se deparar com esse tipo de diferenciação, que se sentirá injustiçada. É a soma de todas essas situações que cria os esteriótipos que a sociedade machista prega.

Eu sinto que cabe a nós ensinarmos aos nossos filhos que somos todos iguais, não existe essa de menino x menina. Somos pessoas!

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